Comparativos das maquinas
Enviado: 02 Mar 2012, 19:15
Deixo aqui um comparativo que saiu na autohoje:
DS3 Racing | Mini JCW | Clio RS
DS3 Racing

Mini JCW

Clio RS Gordini

O campeonato das riscas nunca esteve tão disputado e não falta escolha; para além das riscas e quadrados, as carroçarias bicolores com motivos exclusivos destas versões apimentadas são outro “must”. Em suma, estes pequenos desportivos, que podem ser personalizados, não nasceram para ser discretos.
Por falar em personalização, o Clio RS Gordini é o mais limitado na escolha: a única cor disponível é o azul Gordini e as listas são sempre brancas. Pelo contrário, o DS3 Racing e o Mini JCW oferecem inúmeras possibilidades para se personalizar a carroçaria e o habitáculo a gosto. Mas no DS3 Racing tudo o que parece carbono é carbono. A Citroën preferiu gastar o orçamento no carbono verdadeiro ao invés de, por exemplo, dotar o DS3 Racing de uma electrónica mais evoluída com a função de simulação de um diferencial autoblocante (de série no Mini JCW).
Ao custar 29 950 euros o Clio Gordini é o mais barato deste trio maravilha e, como se não bastasse, soma a isso um nível de equipamento muito completo, fazendo dele o melhor negócio na relação preço/equipamento. Segundo, o DS3 Racing é o que consegue a atmosfera mais especial, muito por mérito das aplicações em carbono bem executadas e ainda melhor integradas; dá o ar de ser o carro mais caro de fazer, o que é bom. Terceiro e último, o Mini é o mais caro e o que, pelos 35 500 euros de PVP base, oferece menos equipamento. Devido à capacidade da mala e ao reduzido espaço atrás, apenas é indicado para solteiros ou como segundo carro.
Motor Mini,chassis Clio
Em matéria de aptidões dinâmicas e gozo de condução, estamos em presença de um trio de sobredotados (e, atenção, esta afirmação não se esgota dentro do segmento), pelo que, salvo uma ou outra excepção, vamos discutir graus de excelência.
O DS3 Racing e o Mini JCW partilham o mesmo bloco 1.6 turbo PSA/BMW mas com diferenças ao nível da gestão e da sobrealimentação. E basta saltar do volante de um para o outro para se notar que os temperamentos são bem diversos, até porque o Mini tem um escalonamento de caixa curto e o DS3 Racing longo (a 6ª é um “overdrive” para baixar consumos e o ruído). O Mini é o mais alerta dos dois, explodindo para a frente sempre que se pressiona o acelerador, e quanto mais elevada a velocidade maior a vantagem na capacidade de aceleração sentida.
Já o bloco 2.0 16v do Clio Gordini associado a uma caixa de relações ainda mais curtas que as do Mini (mas com uma 1ª que faz quase 70 km/h, ideal para os ganchos mais apertados), nas rectas, o melhor que consegue é manter os turbos à vista, aguardando pelas curvas e confiando que o brilhante chassis é suficientemente hábil para desferir a estocada final. De resto, as rectas são um mero preliminar, pois são as curvas que separam os homens dos garotos.
O que lhe falta em motor, o Clio Gordini compensa com a suspensão dianteira de pivot articulado (que permite separar as solicitações transversais de guiamento das verticais de amortecimento) e com um amortecimento digno de um carro de competição. É a plataforma que dá mais confiança para carregar velocidade para as curvas e, depois, improvisar uma saída. A frente é de uma precisão soberba, mantendo sempre uma linha previsível mesmo quando forçamos uma subviragem defensiva. Seja em travagem, em desaceleração, aceleração controlada ou total, o Clio tem sempre uma inscrição muito positiva e que não se deixa afectar por imperfeições do piso.
Depois, doseando o acelerador, é possível enrolar o resto da trajectória quase sem mexer na direcção e aproveitar ao máximo a excelente tracção; aqui o motor atmosférico, mais progressivo no explanar da potência e sem a explosão do turbo, é um precioso aliado. Na prática, o Clio utiliza menos largura de estrada que os outros e a vantagem é tanto mais evidente quanto mais rápido o traçado e/ou menos perfeito for o piso; por exemplo, em sequências de curva/contra-curva o Clio Gordini é intratável, sobretudo se existirem variações importantes do perfil transversal da estrada. Os travões, a caixa e, de uma forma geral, todo o carro mantêm a consistência inalterada independentemente da severidade e duração do tratamento.
Numa ou noutra curva o DS3 Racing e o Mini JCW ainda conseguem fazer jogo igual, mas depois não acompanham o ritmo do Clio Gordini. O Citroën também possui um amortecimento muito bem conseguido, mas a frente sente-se sempre algo leve na inscrição, ficando longe da eficácia, precisão e, sobretudo, confiança, do Renault. O resultado é um limite de subviragem mais baixo, que pode ser atrasado com um aliviar do pé que coloca a traseira a rodar vistosamente. Infelizmente, este movimento nem sempre tem a progressividade ideal para ser aproveitado de forma repetida e eficaz (até porque é acompanhado de um deslocamento lateral expressivo), ficando apenas os pontos devidos à diversão e emoção. A caixa longa, que obriga a meter 2ª em curvas que o Mini e o Clio resolvem de 3ª, também aumenta a carga de trabalho de quem está ao volante. Já os travões estão quase ao nível do Clio.
A confiança também é o calcanhar de aquiles do Mini JCW. A distância entre-eixos reduzida e a suspensão dura são vantagens em piso perfeito, mas geram reacções bruscas quando os limites de aderência são superados e um comportamento saltitante em pisos irregulares. Esta afinação implica que o Mini tem a frente mais rápida a responder ao movimento inicial de volante, mas depois cede à subviragem mais cedo que o Clio e, quando esta se instala, é o carro que precisa de mais espaço e tempo para recuperar; numa pista, é possível forçar essa subviragem, tirando partido da motricidade extra conferida pelo autoblocante electrónico, mas em estrada este procedimento é menos óbvio. Talvez por isso, o Mini é o único que possui uma posição intermédia do DSC, útil em pisos molhados ou para que mãos menos experientes possam divertir-se sem comprometer a segurança. Os travões podiam ser melhores, pois resistem mal à fadiga, perdendo potência e progressividade de actuação. Em suma: nas rectas é difícil seguir as riscas do Mini JCW e nas curvas quem risca mais é o Clio Gordini.
Epílogo
A verdade é que, durante o teste, as chaves mais cobiçadas foram sempre as do Clio Gordini, pois é o que oferece a experiência de condução mais memorável, com um virtuosismo e um equilíbrio com que o DS3 Racing e o Mini JCW só podem sonhar. Na tradição dos últimos produtos com a assinatura Renault Sport, o Clio Gordini faz gala de consistência e robustez verdadeiramente desportiva, ao nível da encontrada nos Porsche. E isto diz tudo...
Para mais informações visitar o link original:
http://www.autohoje.com/index.php?optio ... Itemid=365
DS3 Racing | Mini JCW | Clio RS
DS3 Racing

Mini JCW

Clio RS Gordini

O campeonato das riscas nunca esteve tão disputado e não falta escolha; para além das riscas e quadrados, as carroçarias bicolores com motivos exclusivos destas versões apimentadas são outro “must”. Em suma, estes pequenos desportivos, que podem ser personalizados, não nasceram para ser discretos.
Por falar em personalização, o Clio RS Gordini é o mais limitado na escolha: a única cor disponível é o azul Gordini e as listas são sempre brancas. Pelo contrário, o DS3 Racing e o Mini JCW oferecem inúmeras possibilidades para se personalizar a carroçaria e o habitáculo a gosto. Mas no DS3 Racing tudo o que parece carbono é carbono. A Citroën preferiu gastar o orçamento no carbono verdadeiro ao invés de, por exemplo, dotar o DS3 Racing de uma electrónica mais evoluída com a função de simulação de um diferencial autoblocante (de série no Mini JCW).
Ao custar 29 950 euros o Clio Gordini é o mais barato deste trio maravilha e, como se não bastasse, soma a isso um nível de equipamento muito completo, fazendo dele o melhor negócio na relação preço/equipamento. Segundo, o DS3 Racing é o que consegue a atmosfera mais especial, muito por mérito das aplicações em carbono bem executadas e ainda melhor integradas; dá o ar de ser o carro mais caro de fazer, o que é bom. Terceiro e último, o Mini é o mais caro e o que, pelos 35 500 euros de PVP base, oferece menos equipamento. Devido à capacidade da mala e ao reduzido espaço atrás, apenas é indicado para solteiros ou como segundo carro.
Motor Mini,chassis Clio
Em matéria de aptidões dinâmicas e gozo de condução, estamos em presença de um trio de sobredotados (e, atenção, esta afirmação não se esgota dentro do segmento), pelo que, salvo uma ou outra excepção, vamos discutir graus de excelência.
O DS3 Racing e o Mini JCW partilham o mesmo bloco 1.6 turbo PSA/BMW mas com diferenças ao nível da gestão e da sobrealimentação. E basta saltar do volante de um para o outro para se notar que os temperamentos são bem diversos, até porque o Mini tem um escalonamento de caixa curto e o DS3 Racing longo (a 6ª é um “overdrive” para baixar consumos e o ruído). O Mini é o mais alerta dos dois, explodindo para a frente sempre que se pressiona o acelerador, e quanto mais elevada a velocidade maior a vantagem na capacidade de aceleração sentida.
Já o bloco 2.0 16v do Clio Gordini associado a uma caixa de relações ainda mais curtas que as do Mini (mas com uma 1ª que faz quase 70 km/h, ideal para os ganchos mais apertados), nas rectas, o melhor que consegue é manter os turbos à vista, aguardando pelas curvas e confiando que o brilhante chassis é suficientemente hábil para desferir a estocada final. De resto, as rectas são um mero preliminar, pois são as curvas que separam os homens dos garotos.
O que lhe falta em motor, o Clio Gordini compensa com a suspensão dianteira de pivot articulado (que permite separar as solicitações transversais de guiamento das verticais de amortecimento) e com um amortecimento digno de um carro de competição. É a plataforma que dá mais confiança para carregar velocidade para as curvas e, depois, improvisar uma saída. A frente é de uma precisão soberba, mantendo sempre uma linha previsível mesmo quando forçamos uma subviragem defensiva. Seja em travagem, em desaceleração, aceleração controlada ou total, o Clio tem sempre uma inscrição muito positiva e que não se deixa afectar por imperfeições do piso.
Depois, doseando o acelerador, é possível enrolar o resto da trajectória quase sem mexer na direcção e aproveitar ao máximo a excelente tracção; aqui o motor atmosférico, mais progressivo no explanar da potência e sem a explosão do turbo, é um precioso aliado. Na prática, o Clio utiliza menos largura de estrada que os outros e a vantagem é tanto mais evidente quanto mais rápido o traçado e/ou menos perfeito for o piso; por exemplo, em sequências de curva/contra-curva o Clio Gordini é intratável, sobretudo se existirem variações importantes do perfil transversal da estrada. Os travões, a caixa e, de uma forma geral, todo o carro mantêm a consistência inalterada independentemente da severidade e duração do tratamento.
Numa ou noutra curva o DS3 Racing e o Mini JCW ainda conseguem fazer jogo igual, mas depois não acompanham o ritmo do Clio Gordini. O Citroën também possui um amortecimento muito bem conseguido, mas a frente sente-se sempre algo leve na inscrição, ficando longe da eficácia, precisão e, sobretudo, confiança, do Renault. O resultado é um limite de subviragem mais baixo, que pode ser atrasado com um aliviar do pé que coloca a traseira a rodar vistosamente. Infelizmente, este movimento nem sempre tem a progressividade ideal para ser aproveitado de forma repetida e eficaz (até porque é acompanhado de um deslocamento lateral expressivo), ficando apenas os pontos devidos à diversão e emoção. A caixa longa, que obriga a meter 2ª em curvas que o Mini e o Clio resolvem de 3ª, também aumenta a carga de trabalho de quem está ao volante. Já os travões estão quase ao nível do Clio.
A confiança também é o calcanhar de aquiles do Mini JCW. A distância entre-eixos reduzida e a suspensão dura são vantagens em piso perfeito, mas geram reacções bruscas quando os limites de aderência são superados e um comportamento saltitante em pisos irregulares. Esta afinação implica que o Mini tem a frente mais rápida a responder ao movimento inicial de volante, mas depois cede à subviragem mais cedo que o Clio e, quando esta se instala, é o carro que precisa de mais espaço e tempo para recuperar; numa pista, é possível forçar essa subviragem, tirando partido da motricidade extra conferida pelo autoblocante electrónico, mas em estrada este procedimento é menos óbvio. Talvez por isso, o Mini é o único que possui uma posição intermédia do DSC, útil em pisos molhados ou para que mãos menos experientes possam divertir-se sem comprometer a segurança. Os travões podiam ser melhores, pois resistem mal à fadiga, perdendo potência e progressividade de actuação. Em suma: nas rectas é difícil seguir as riscas do Mini JCW e nas curvas quem risca mais é o Clio Gordini.
Epílogo
A verdade é que, durante o teste, as chaves mais cobiçadas foram sempre as do Clio Gordini, pois é o que oferece a experiência de condução mais memorável, com um virtuosismo e um equilíbrio com que o DS3 Racing e o Mini JCW só podem sonhar. Na tradição dos últimos produtos com a assinatura Renault Sport, o Clio Gordini faz gala de consistência e robustez verdadeiramente desportiva, ao nível da encontrada nos Porsche. E isto diz tudo...
Para mais informações visitar o link original:
http://www.autohoje.com/index.php?optio ... Itemid=365



