Primeira coisa, a LFPF deixava de existir, e a Federação ganhava influência. Não têm que ser os clubes a tomar decisões, tem que ser a federação, pois é a entidade máxima do futebol português.
Segunda coisa, sabes o que ligas que estão a emergir agora, que estão a formar selecções interessantes, como a Belga ou a Suiça, em comum? Poucas equipas. Bastava uma coisa, dividir a Primeira Liga em duas. Aumentava-se a competitividade. A Liga passava a ser a 4 voltas ou então tinha uma Liguilha no fim com a metade superior e outra liguilha com a metade inferior. A competitividade aumentava imenso, principalmente porque os grandes jogavam 4 vezes entre si por época, e com isso, a liga ganhava interesse.
A nova segunda liga, teria igualmente interesse. Muitos clubes clássicos, como Setúbal, Académica, et cetera, a lutarem acesamente por um lugar entre os grandes.
A actual segunda liga era também dividida em 2, por zonas, e no final uma liguilha de promoção. Só as poupanças de deslocações já valiam a pena. Um Penafiel ou uma qualquer outra equipa do Norte, em vez de ir duas vezes ao Algarve por ano, iria só nas grandes decisões.
O único entrave seria as opiniões dos clubes, mas como seria a federação a mandar, tinham apenas que comer e calar. E se aparecesse um Bruno de Carvalho ou um Pinto da Costa ou um LFV a reclamar e a ameaçar com boicotes, que fizessem esses boicotes à vontade, saiam as duas partes prejudicadas, mas o maior prejudicado é o clube, que depois tinha que se ver com patrocinadores.