Re: Ah, e tal...

30 Out 2018, 21:49 [#7525]
Estou curioso para saber se o Padrão assistiu ou tem mais informações sobre a notícia que saiu ontem no JN. xD

Nota falsa afinal era boa e Primark paga a cliente humilhado


Um cliente da Primark exigiu o pagamento de uma indemnização de 24 mil euros, pela humilhação e danos que sofreu ao ser detido pela Polícia quando tentava pagar roupa para os filhos com uma nota de 50 euros que a funcionária da loja, situada no centro comercial Parque Nascente, em Rio Tinto, considerou falsa.


As perícias confirmaram a autenticidade do dinheiro, o que levou o Tribunal de Gondomar a condenar a multinacional. Porém, a indemnização foi fixada em apenas 1500 euros, valor que o pedreiro de Penafiel não aceita e vai contestar.

Foi numa tarde de sábado de junho de 2015 que Manuel Ferreira decidiu deslocar-se ao shopping, juntamente com a mulher e os dois filhos, e, já na loja da Primark, comprar roupa para os mais novos da família. Escolhidas as indumentárias, entregou 50 euros para pagar a conta, mas rapidamente seria surpreendido. Após passar a nota por um detetor, a funcionária do estabelecimento concluiu que esta era falsa e alertou o segurança do espaço. Este chamou a PSP e uma patrulha da esquadra de Rio Tinto deslocou-se ao local, onde, perante clientes e funcionários da Primark, esteve quase a algemar o pedreiro, que sempre alegou estar inocente.

Manuel Ferreira evitou ser algemado, mas não conseguiu livrar-se de ser levado, no carro da Polícia, para a esquadra. Aí, explicou que tinha recebido, nessa mesma manhã, quatro notas de 50 euros como pagamento de um trabalho efetuado e desconhecia se alguma delas era falsa. Justificação que não impediu os agentes de comunicar o caso à sua Divisão de Investigação Criminal e à Polícia Judiciária. Também foi aberto um inquérito, durante o qual a nota foi alvo de exames periciais efetuados pelo Banco de Portugal e pela Judiciária. Exames que, seis meses após o sucedido, concluíram que o dinheiro era verdadeiro.

Indignado com a forma como foi tratado pela Primark, o pedreiro avançou com uma ação declarativa contra a multinacional para exigir o pagamento de uma indemnização de 24 mil euros. A marca não apresentou qualquer contestação e o Tribunal de Gondomar deu razão ao cliente. Mas em vez dos 24 mil euros solicitados, decretou o pagamento de uma indemnização de 1500 euros. Valor que o advogado Miranda Pinto considera demasiado baixo e que fará com que a sentença seja alvo de recurso.

O cliente garante que sentiu que "a sua imagem ficou diminuída perante os filhos, atento o vexame a que foi submetido, em especial na presença da filha". "Tratava-se de um espaço público, onde havia pessoas por toda a parte, e ficou fragilizado psicologicamente e recebeu tratamento médico", lê-se na sentença.

O Tribunal deu como provados estes danos e ainda que o pedreiro "nunca mais entrou em qualquer centro comercial, ou grande superfície, para comprar ou tratar do que quer que seja". Houve assim, concluiu o juiz, uma "violação de direitos de personalidade" de Manuel Ferreira.

Segundo o Tribunal, "considerando o resultado da perícia à nota em causa, impunha-se à ré [Primark] dispor de meios mais fiáveis para verificação de tais situações". "Não podia, nem pode deixar de estar equipada com meios de identificação e autenticidade fidedignos, para avaliar a autenticidade das notas apresentadas, quer pelo autor, quer pelo púbico em geral, que às suas lojas se dirige e apresenta notas como meio de pagamento", lê-se na decisão. O juiz defendeu ainda que a loja, "considerando a pouca fiabilidade do meio de identificação de moeda falsa, deveria ter atuado de forma discreta, protegendo a imagem do autor".

Antes de entrar para o carro da Polícia, o pedreiro entregou as outras três notas de 50 euros que recebera como pagamento de um serviço. Na esquadra, foram analisadas, dadas como verdadeiras e devolvidas.

A nota só foi devolvida a Manuel Ferreira ao fim de seis meses, o tempo que o Banco de Portugal e a PJ demoraram a fazer as perícias que confirmaram a autenticidade.

O cliente pedia, para além da indemnização, que a loja afixasse um texto no qual reconhecia que tinha errado e se retratasse. O Tribunal entendeu que esta "pena não tem lugar no âmbito da responsabilidade civil".


https://www.jn.pt/justica/interior/nota ... 1529164149
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Re: Ah, e tal...

31 Out 2018, 00:19 [#7527]
A questão é que a loja devia ter aquela cena de ver se a nota é verdadeira para evitar problemas. Vejo isso em montes de cafés, porque não numa loja com tanto movimento e dinheiro a entrar?

E se na esquadra deram a nota como verdadeira, porque é que mesmo assim reteram-na para verificar? Só porque a caixa da Primark acha que sim?

E depois é a típica burocracia e lentidão portuguesa com 6 meses para ver se a nota é ou não falsa. ¯\_(ツ)_/¯
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Re: Ah, e tal...

31 Out 2018, 00:52 [#7529]
1. O sistema é o teste da caneta, onde a caneta é especifica para o efeito e pinta de forma inequivoca se a nota for falsa porque é uma reacção ao papel com que é feito a nota.
2. A Primark, tal como referiu o juíz, sabe que pode haver falhas no teste e/ou que as pessoas podem receber a nota sem saber a sua origem ou que é falsa.

Já vi acontecer e acredita que a Primark não chamou a policia à caixa para prender o sujeito por causa de uma nota falsa nem foi devido à convicção absoluta de um caixa/supervisor/gerente ou seja de quem for. Há protocolos a seguir como em qualquer empresa, imagina numa empresa multinacional como é a Primark.

Na minha óptica foi: fizeram o teste e por alguma razão passou como falsa. O/A caixa chama o supervisor responsavel pelas caixas naquele momento. Explicam ao cliente que a nota passa como falsa e não podem aceitar e sugerem ir a um Multibanco levantar ou pagar com outra forma de pagamento. O gajo, como está com a familia e rodeado de estranhos, arma-se em carapau e a situação descamba completamente.

Já vi e já aconteceu comigo, gajos aos berros por coisa nenhuma, com a mulher caladinha porque senão leva ela em casa. Seja pedreiro ou seja um tio da Foz com o seu pólo Lion de Porsches ou o c@#$%& que o f#$%&.
Há sempre dois lados de uma história e já tendo visto algo semelhante acontecer, digo com 95% de certeza que não aconteceu como está descrito no artigo do JN.

E FOI PARANHOS QUE OS F0DEU!
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