RSantos Escreveu:Fábio100 Escreveu:E acho que um criança que não tem uma figura paterna (simbolizando, geralmente, rigor e disciplina) e uma figura materna (simbolizando, geralmente, o amor e carinho), não tem uma educação que lhe dê as características necessárias para a formação de um homem/mulher com força e garra, que faça este mundo avançar...
Discordo totalmente da afirmação sublinhada. Ainda que seja uma opinião tua, não precisando de justificação, tal como disseste, acho que estou no meu direito ao dar a minha opinião.
Eu não acho que o pai represente necessariamente a disciplina e a mãe o carinho. Ambos têm de representar as duas coisas, na altura adequada. Tanto pode ser o teu pai a dar-te uma lambada por ter feito uma asneira, como também pode ser a tua mãe; Assim como também pode ser o teu pai a dar-te carinho ao deitar-te (aproveitando o exemplo do Eduardo), como também pode ser a tua mãe a fazê-lo. Portanto, não é por ai.
Mas isto pode ser confirmado por qualquer pai presente na DTL; Por exemplo, o Kakerlakk.
Respeitando a opinião de todos, como sempre faço, o que disseste é a mais pura das verdades, RSantos.
Sempre tive um pai e uma mãe que me deram tudo o que sempre precisei e mereci, sempre em doses adequadas. Até me arrisco a dizer que a minha mãe era mais disciplinadora do que o meu pai, mas talvez por ele estar mais vezes ausente e ela ter tido que tomar as rédeas. Sempre eram três filhos... O meu pai era mais do género de ir deixando passar algumas coisas, mas quando chegava ao limite, bastava uma palavra num tom mais sério, que nós já percebíamos. A minha mãe, por sua vez, era extremamente carinhosa, até demais, mas quando explodia, explodia mesmo... infelizmente, por ter tido epilepsia desde os meus 3 meses até aos 2 anos, e por ter corrido o risco de poder ter ficado autista, sei que fui muito mimado por ela, mas compreendo-a perfeitamente... eu faria exactamente o mesmo por qualquer filho meu.
Num mundo perfeito, espera-se que a mulher represente, como mãe, o carinho e que o homem, como pai, represente a disciplina - tal como referiu o Fábio100 e como está convencionado pela sociedade. Está, ou estava, porque o mundo não é perfeito, longe disso, e os tempos de hoje são de
stress, falta de tempo e ausência de valores. As mulheres trabalham, tal como os homens, e é
obrigatório haver divisão de tarefas numa casa de família! Havendo essa divisão a nível de tarefas, automaticamente também há a nível de valores. O pai, que noutros tempos era (só) quem trabalhava e chegava tarde a casa, restando-lhe pouco (ou nenhum) tempo para estar com os filhos, assumia principalmente o papel de disciplinador, enquanto que a mãe passava o dia com eles, cuidava da casa ao mesmo tempo e assumia a responsabilidade de dar o carinho que o pai não dava porque não sabia, ou porque não tinha tempo.
Hoje, quer o pai, quer a mãe lhes trocam as fraldas, lhes dão banho, lhes dão de comer, os vestem, lhes preparam o lanche para eles levarem para a escola e lhes dão dinheiro para eles comprarem as senhas para almoçarem na cantina; hoje, quer o pai, quer a mãe lhes contam uma história antes de adormecer, e/ou lhes cantam uma canção e lhes dão beijos e abraços e lhes dizem que os amam.
Falando por mim, tenho uma relação quase telepática com o meu filho mais novo, que tem 4 anos. Desde que nasceu que sou quase sempre eu a cuidar dele e não há um único dia em que não o vá pôr na cama, que lhe dê um beijo e que diga o quanto gosto dele.