Resultado que nada me surpreendeu.
Já estou habituado à eficácia medíocre do FC Porto na Liga dos Campeões, qualquer que seja a modalidade ou o adversário. Podemos jogar muito que apenas entra um, no máximo dois golos.
Na primeira parte estivemos bastante bem, apenas consentindo um pouco no final. Ou seja, quando se podia construir um resultado confortável, não, depois do golo a equipa foi-se contentando.
E claro, quando na segunda parte o Atlético apareceu mais ofensivo, o FC Porto fez o pior que podia fazer, ficar-se a defender. Das duas uma, ou o Paulo Fonseca não sabe treinar a equipa defensivamente, ou o FC Porto não pode jogar na defesa sem bola (O Vítor Pereira defendia com a posse de bola). O primeiro golo era previsível e o segundo, depois de tão fraca resposta ao empate, também.
Não deixa de ser curioso que os melhores da primeira parte foram dos piores na segunda.
O Fernando é um exemplo. Esteve brilhante na primeira parte, parecia o super-homem, na segunda voltou ao que nos tem habituado. Ele e o resto da equipa.
Ao ponto do Jackson desaparecer do jogo. Bem que podia trazer uma mesa e um baralho de cartas ao intervalo para jogar uma suecada com a defesa do Patético.
Eu não queria 90 minutos iguais aos primeiros 20. Isso seria impossível. Eu queria era uma equipa que conseguisse circular a bola e conseguisse subir no terreno, mesmo que sem grandes correrias. Eu queria uma equipa que fosse eficaz. O domínio ilude os adeptos, é uma falsa sensação de superioridade, pois o Atlético nem consentiu assim tantas oportunidades.
Nem era preciso muito para ganhar. A equipa do Vítor Pereira não era melhor a defender, simplesmente não dava a bola ao adversário como nós damos. Por isso é que tínhamos a posse de bola que tínhamos e por isso é que o Málaga só fez um remate no Dragão.
E somamos mais 3 pontos morais. Uma vitória moral a juntar a muitas outras na Liga dos Campeões.
O habitual.
Os jogos importantes vêm aí, os contra o Zenit, que irá disputar connosco o segundo lugar do grupo.