




O neto faz birra, o avô dá dinheiro, a comédia nasce.
- Fernando Pessoa, 1906.






Numa tarde quentíssima de verão. A porta da adega do Octávio está aberta para correr um ventinho. Sentado em cima de uma cepa, Octávio Machado dobra-se em direção à pipa e enche mais uma caneca.
"Toma" - estendendo a caneca transbordante na direção de Manel Fernandes.
"Oh Távio. Já é a abusere. Eh já na tenho a vossa idade. Chegue a casa e leve da minha Nelita. Mas olha que é uma pinga do caraças. Saí-te bem o vinho Távi"
"Oh Tave. Xegas-me um copo tanbém. Podes enxere à vontade que o que pingar fica para o Raule beber do xão" - diz Jesus
"Então...digam-me lá, como está o planeamento da época?" - pergunta Octávio.
"Oh pah o Jesus...tens lá um miude espetaculare nas academias...o gajo joga de caralho. Nã somos um clube rique. Podias vere o miude. Podes pegare nele e fazer um grande jogadore."
"EHHHHH! Podiam nascere vinte veses. Vou é ligare ao prasidente a pedire um talento que vi otem no brasile. Mas onde tá o Raule? Numca mais xega com as moelas." - responde Jesus
Sportinguistas, livrem-se de fazer a onda enquanto o Martunis estiver em campo.
Martunis? Afinal não era uma bomba, era um Tsunami!


















