scpyrus Escreveu:Peço imensa desculpa por ter-me esquecido de postar isto para ti, Kakerlakk:
Começando pelo teu poema
Um dia na vida... a vida num dia, devo dizer que gostei bastante. Há, porém, uma coisa mínima que eu corrigiria. Obviamente que não tens que seguir o meu conselho. Apenas acho que ficaria mais bonito assim.
A alteração é a seguinte:
Em "Nasci ontem, eram seis da madrugada.", alteraria para "Nasci ontem; eram seis da madrugada." ou, em alternativa, "Nasci ontem... eram seis da madrugada.".
Desta forma, consegue-se exaltar ainda mais a emoção deste início de poema. Penso que a vírgula não serve suficientemente como pausa, uma vez que estás a falar uma ideia mais geral, e depois a aprofundá-la. Mas deixo ao teu critério, é claro. Especialmente quando o poema já se encontra finalizado.
Julgo que o poema é muito nostálgico, romântico e, no entanto, realista.
Bem, não sei o que hei-de dizer mais... XD Acho que ainda estive para fazer uma crítica de um outro poema que fizeste, mas ainda não pensei nela. Pode ser que a consiga postar em breve.
Ah, e acho que não perdias nada em publicar a tua poesia. Pode ser que tenhas sorte e ganhes algum dinheiro.

Antes de mais, muito obrigado pelas tuas palavras, scpyrus!
Vamos lá ver se arrisco a publicação de qualquer coisa um dia destes...
Quanto à tua sugestão, concordo com o que propões e acho perfeitamente viável a alteração do poema que, apesar de estar finalizado, nunca foi publicado. Uma curiosidade acerca dele é que ganhou o 1º lugar, na categoria de Poesia, num concurso de escolas profissionais, a nível nacional. Fui receber o prémio a Aveiro e tudo...
Não hesites em ir
postando as tuas críticas/opiniões sempre que sentires que o deves fazer!
RSantos Escreveu:Kakerlakk Escreveu:Spoiler
Ontem à noite, como em muitas outras noites, deitei-me com o meu filho para o ajudar a adormecer.
"Um minuto, pai, só um minuto! 'Tá bem?"
E eu fiquei, claro. Mas bem mais do que o tal minuto que ele me pede quase sempre.
Ao adormecê-lo, abraçado a ele, incomodei-o com a minha respiração, sem querer, para dentro de um ouvido.
"Não respires, pai!"
E eu, brincando,
"Filho, mas se o pai não respirar, o pai morre..."
Momento de silêncio.
"Tu morres...?"
"Morro."
Momento de silêncio, ele com a sua chucha na boca e eu abraçado a ele.
"Eu não quero que tu morras, pai."
E eu, eterno,
"O pai não morre, querido."
21 de Novembro de 2011
Ao ler este poema só me ocorre uma palavra: Ternura. Os meus parabéns, Kakerlakk. Tal como o scpyrus, acho que podias começar a publicar os teus textos. E porque não um livro, tal como já se falou? Anseio por ler um poema mais recente, de 2012 para a frente.
Muito obrigado a ti também pelas tuas palavras, RSantos!
Tal como disse ao scpyrus, vamos lá ver se um dia destes se faz qualquer coisa com estes poemas e textos. A publicação deles é um projecto já antigo, que tem vindo a ser constantemente adiado por este ou por aquele motivo, infelizmente. Nada está posto de lado!
Relativamente a coisas mais recentes, ultimamente tenho sentido vontade de voltar a escrever e a compor música também, por isso pode estar para breve um texto com cheirinho a mais novo.
Parece que este "desenterranço", que inicialmente visava mesmo só dar-vos a conhecer aquilo que estava há tanto tempo guardado, acabou por ter um efeito positivo na minha própria predisposição para isto...
Flexi Escreveu:Não consigo comentar a junção de palavras ditas em forma de versos pela alma de um poeta...resta-me apreciar a sua obra tentando abraçar o sentimento nas palavras, e com isso me toque no meu eu mais fundo
Muito bom gosto destes originais :clap:
Bonitas palavras, Flexi! Muito obrigado!
Também é essa a minha forma de ler poesia. Sempre foi a que mais sentido fez em mim...
propes36 Escreveu:Kakerlakk Escreveu:Spoiler
Ontem à noite, como em muitas outras noites, deitei-me com o meu filho para o ajudar a adormecer.
"Um minuto, pai, só um minuto! 'Tá bem?"
E eu fiquei, claro. Mas bem mais do que o tal minuto que ele me pede quase sempre.
Ao adormecê-lo, abraçado a ele, incomodei-o com a minha respiração, sem querer, para dentro de um ouvido.
"Não respires, pai!"
E eu, brincando,
"Filho, mas se o pai não respirar, o pai morre..."
Momento de silêncio.
"Tu morres...?"
"Morro."
Momento de silêncio, ele com a sua chucha na boca e eu abraçado a ele.
"Eu não quero que tu morras, pai."
E eu, eterno,
"O pai não morre, querido."
21 de Novembro de 2011
Peço muita desulpa só por ver agora, mas tens um jeito fenomenal com as palavras, muitos parabéns e digo o mesmo que o RSantos, podias muito bem pensar num livro

Este poema toca muito no coração, muito obrigado...
Não tens que pedir desculpa por nada, propes! Fico muito contente por teres gostado do que leste e agradeço as tuas palavras!
Em relação a um livro, como já disse mais acima, quem sabe?
Quack Escreveu:Kakerlakk Escreveu:Spoiler
Ontem à noite, como em muitas outras noites, deitei-me com o meu filho para o ajudar a adormecer.
"Um minuto, pai, só um minuto! 'Tá bem?"
E eu fiquei, claro. Mas bem mais do que o tal minuto que ele me pede quase sempre.
Ao adormecê-lo, abraçado a ele, incomodei-o com a minha respiração, sem querer, para dentro de um ouvido.
"Não respires, pai!"
E eu, brincando,
"Filho, mas se o pai não respirar, o pai morre..."
Momento de silêncio.
"Tu morres...?"
"Morro."
Momento de silêncio, ele com a sua chucha na boca e eu abraçado a ele.
"Eu não quero que tu morras, pai."
E eu, eterno,
"O pai não morre, querido."
21 de Novembro de 2011
Em poucas palavras: Amor, carinho e responsabilidade.
Fenomenal, Carlos. Parabéns!
Muito obrigado, Quack!
Só faltava "eternidade"...
