Os mitos surgem da oposição, que no parlamento são para aí dois terços dos deputados.
Óbvio que eles não querem reduzir o poder do estado, que tanta mama lhes dá.
E houve uma parte do que ele disse que tem muita razão.
"Os mais jovens votam muito em nós, coisa que surpreende muita gente. (...) Vêem os pais a esfalfarem-se e a não subirem na vida. Vêem os amigos a emigrar e a chorar baba e ranho porque não vão ver a família e os amigos. (...) E aqueles que acabam os estudos ficam com perspectivas profissionais fraquíssimas. A ganhar mal e com perspectivas de ganhar mal durante muito tempo. Por isso é natural que votem na Iniciativa Liberal."
Para quem não sabe, boa parte dos funcionários públicos (se não todos) têm carreiras congeladas há mais de 10 anos.
Para familiares meus que trabalham em hospitais e centros de saúde é uma cuspidela na cara, como se fosse irrelevante a sua dedicação e a sua experiência de anos a fio. Ainda agora com o Coronavírus, já se sabe que a única coisa que vão receber é aplausos, que do estado levam sempre o dedo do meio.
Por isso sim, vi os meus pais a trabalharem muito e a não verem esse trabalho devidamente recompensado.
Para os mais novos é ainda mais grave, pois parece que vão ficar no início da carreira para sempre.
Depois sobre a emigração.
Tens rendas nas grandes cidades (onde está boa parte do emprego) que são iguais ou dois terços do salário médio(!!!). É óbvio que muitos ficam a morar com os pais ou a partilhar casa com amigos ou desconhecidos para conseguir juntar algum dinheiro.
Tens salários nivelados por baixo, e os poucos que não ganham mal pagam taxas absurdas de IRS. O estado taxa um salário médio como se fosse de um rico.
E por causa disto:
- Tens pessoas a receber subsídios em vez de salários, que não contam para efeitos de desemprego, reforma, lay-off e outros, arriscando o seu futuro.
- Não há aumentos e os poucos que há são migalhas.
A mim admira-me é não emigrarem ainda mais pessoas, mas a casa fala mais alto.