Re: Se eu fosse primeiro-ministro...

03 Nov 2010, 15:12 [#62]
Candeias7 Escreveu:A frase que eu usaria era "Se eu fosse o primeiro-ministro... deixava de gamar os pobres pa dar aos ricos"

Sinceramente os ignorantes é que reinam e nós e que sofremos, nunca ha dinheiro para aumento salarial ou andamos sempre a "apertar o cinto", pergunto para qe? se as nossas poupanças sao todas gastas em automoveis e comboiozinhos engraçados?

Tao a construir o TGV com bilhetes a rondar os 70€, da forma como subio o IVA e os impostos, não vejo algem nem seqer a ter dinheiro pa entrar na gar --"

Sinceramente isto e tudo muito triste, e a melhor ideia para melhorar isto é? Inserir novamente a Ditadura, cambada de palhaços sinceramente --"

Se sao o que sao e a pala dos senhores que tiveram de lutar contra a ditadura e que neste momento muitos deles devem de andar as voltas nas campas.
Se vissem um bocado do vídeo que postei anteriormente viam que devido à estrutura do sistema monetário, haverá cada vez mais pobres (os ricos ficarão mais ricos e os pobres mais pobres), e que o conceito de lucro provoca a escassez. :geek:
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Re: Se eu fosse primeiro-ministro...

03 Nov 2010, 19:56 [#65]
é a primeira vez que venho aqui dar opinião...
Mas vocês acham que o problema está em portugal investir no tgv ou o que seja para tentar evoluir o país? Algum de vocês mora em algum bairro social? ou perto? O problema está nesses "pobres" que todos os dias se queixam que não têm dinheiro para comer, isto e aquilo, não dizem é que não fazem a p*** de um corno e estão a ganhar, quase todos esses que vêm para a televisão queixar-se, o mesmo que muitas pessoas que ganham o salário mínimo. Queixam-se de tudo...não fazem um cara***, e para agravar ainda mais, recebem tanto como os outros. O problema não é só nos ricos, é sim, em grande parte, por causa desses comedores, que passam o dia nas tascas com o "nosso" dinheirinho do estado...

ps: Para ainda piorar as coisas, são aqueles que mais assaltos fazem....
Não vale a pena fazerem copy-paste na minha sign. Não tem rigorosamente nada.

Re: Se eu fosse primeiro-ministro...

03 Nov 2010, 20:21 [#66]
Claro que está, dizem qe e preçiso poupar 300M de euros, mas esbanja-se dinheiro em jantares, automoveis e caprichos parvos.

Concordo quando dizes que o grande problema esta nos bairros sociais, mas ate isso se tenta esconder em Portugal, apenas se fala do bem nas televisões (Excepto Telejornais e programas afins), mas de resto so se fala em como o Alentejo é espectacular ou que os Açores fazem isto e fazem aqilo, nunca ouvi dizer que em Chelas ha problemas com a policia todos os dias, que todos os dias algém é assaltado, violado ou seja o que for onde quer que seja.

Mas enfim é o que temos mas que Portugal está a preçisar de um novo 25 de Abril ninguem o pode negar.
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Re: Se eu fosse primeiro-ministro...

04 Nov 2010, 10:14 [#67]
Caseir0, essa parte dos bairros sociais :prayer:

Candeias, viste a Tvi, tal como eu. Falam em poupar... Jantares, jardins e mais não sei que... O que nos interessa isso?? Agora eu pergunto. Dizem que os níveis de poluição estão muito altos. Porque é os deputados em vez de irem a pé ou de comboio vão de carros dos que mais poluem?? Sim porque as limo e aqueles carros antigos requintados poluem e não é pouco...

Re: Se eu fosse primeiro-ministro...

04 Nov 2010, 16:34 [#68]
O Caseiro tocou num ponto bastante interessante e importante! Muitas pessoas gostam de viver à custa do rendimento mínimo e pouco faz para conseguir sair de uma situação de desemprego. Mas claro que não podemos, nem devemos generalizar e dizer que todos o fazem assim, mas a maioria faz isso, agarra-se ao rendimento mínimo e ainda reclama mais condições e dinheiro quando esbanja muito a tomar o pequeno almoço fora todos os dias, dia inteiro na tasca de cerveja na mão.

E ainda há aqueles que vão arranjando emprego temporário que dura pouco, pois estes procuram empregos e não trabalhos.

Re: Se eu fosse primeiro-ministro...

04 Nov 2010, 20:26 [#74]
Ao inicio era, devido aos erros "Estupidos" que ele cumeteu é que as coisas azedaram, por alguma coisa ele foi reeleito, e acho que seria bom mesmo, quando há aqelas corridas como a da EDP eles são os primeiros a la estar a exporem-se perante a multidão, não da jeito porque podias-lhe cair algum papel da pasta menos conveniente como cheques recheados com o dinheiro do povo e a serem gastos para pagar o almoço no melhor restaurante da Baixa.
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Re: Se eu fosse primeiro-ministro...

09 Nov 2010, 17:57 [#75]
Encontrei uma coisa engraçada no site do Record.
Spoiler
Blue Eyes disse em 08-11-2010 às 19h54

E agora, um dos melhores textos escritos por MST. Para ler e meditar:

Um destes dias, a meio da tarde, percorri a A-6, em direcção a Espanha, na companhia de uma amiga estrangeira; Dois dias depois, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa..

Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:

- É sempre assim, esta auto-estrada?

- Assim, como?

- Deserta, magnífica, sem trânsito?

- É, é sempre assim.

- Todos os dias?

- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.

- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?

- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.

- E têm mais auto-estradas destas?

- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.

- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?

- Porque assim não pagam portagem.

- E porque são quase todos espanhóis?

- Vêm trazer-nos comida.

- Mas vocês não têm agricultura?

- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.

- Mas para os espanhóis é?

- Pelos vistos...

Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:

- Mas porque não investem antes no comboio?

- Investimos, mas não resultou.

- Não resultou, como?

- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.

- Mas porquê?

- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.

- E gastaram nisso uma fortuna?

- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...

- Estás a brincar comigo!

- Não, estou a falar a sério!

- E o que fizeram a esses incompetentes?

- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.

- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?

- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.

Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.

- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?

- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.

- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?

- Isso mesmo.

- E como entra em Lisboa?

- Por uma nova ponte que vão fazer.

- Uma ponte ferroviária?

- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.

- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!

- Pois é.

- E, então?

- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.

Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.

- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...

- Não, não vai ter.

- Não vai? Então, vai ser uma ruína!

- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.

- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?

- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!

- E vocês não despedem o Governo?

- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...

- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?

- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.

- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?

- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.

- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?

- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.

Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:

- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?

- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.

- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?

- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.

- Não me pareceu nada...

- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.

- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?

- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.

- E tu acreditas nisso?

- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?

- Um lago enorme! Extraordinário!

- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.

- Ena! Deve produzir energia para meio país!

- Praticamente zero.

- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!

- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.

- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?

- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.

- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?

- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.

Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:

- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?

- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.

Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:

- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!

Dedico este texto aos Doninhas Peçonhentas

:-)


From Blue Eyes, no Record
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Re: Se eu fosse primeiro-ministro...

09 Nov 2010, 18:43 [#76]
Excelente relato da pessoa que fez esse comentário, falso ou não, resumiu basicamente tudo o que está mal.
Falando do facto agora das Scuts, auto-estradas e etc, é uma estupidez o preço das scuts! Todos os dias de manhã apanho a minha camioneta atrasada cerca de 5 minutos pois agora a estrada nacional por onde ela passa está completamente atolada (lá está de camiões). Um pequeno trajecto da Scut de quem entra em Sobrado e saí na Maia, paga bem e não compensa.

Re: Se eu fosse primeiro-ministro...

16 Nov 2010, 20:48 [#79]
Que eles vem cá fazer? Mais do mesmo. Expandirem-se.
Nesta ultima decada o numero da população chinesa em Portugal aumentou muito, montam negócios atrás de negócios.

Em todas as equinas há lojas chinesas e agora até há megastores ( em Braga há 3 ).

E eles só ficam a ganhar , visto que nunca pagam impostos , os bens vendidos ao povo são feitos por eles.
Só tem lucro!
O que irrita é que eles vem cá roubar os nossos negocios o comércio nacional!