Edição 2011
Análise dos Favoritos
Se no ano passado existiam cinco grandes favoritos (4 deles ficaram nos 5 primeiros) e cada equipa portuguesa tinha pelo menos um, este ano é esperada uma grande luta a dois, entre Carmim-Prio e Barbot-Glassdrive. Vidal Fitas tem aquele que considero o maior candidato, Ricardo Mestre, e uma boa equipa para o auxiliar na missão de repetir o feito de 2011, mas é Carlos Pereira quem tem mais alternativas: Rui Sousa, David Blanco e Nuno Ribeiro. Com Hugo Sabido, Vergílio Santos e José Mendes, a LA Alumínios poderá colocar um homem nos cinco primeiros, mas mais do que isso parece muito difícil. Já a Onda-Boavista, não tendo um ciclista capaz de subir à Torre com os melhores e defender-se no contra-relógio de mais de 30 km, deverá ter objectivos mais modestos quanto à geral e dedicar-se a outras lutas, pois tem ciclistas bastante competentes. Quanto às equipas estrangeiras, nada devem ameaçar na luta pela vitória final.
Análise das Etapas
Olhando para o traçado desta Volta a Portugal, deve decidir-se nos mesmos sítios do costume, Senhora da Graça e Torre, sendo que este ano não há chegada à Nossa Senhora da Assunção (Santo Tirso) nem substituta e o contra-relógio será totalmente plano, em vez do acidentado do ano passado. O argumento de que a Volta termina sempre nos mesmos sítios porque só estes pagam para isso, perdeu força no ano passado quando o contrato com a Câmara Municipal de Mondim de Basto foi reduzido para 80% e perdeu ainda mais força agora quando o mesmo município decidiu suspender o apoio à prova, que é como quem diz, este ano a Volta a Portugal terá uma etapa na Senhora da Graça mas a organização não receberá nada por isso. Bem sei que poderá receber no futuro e que, de qualquer forma, é uma chegada histórica para a Volta, mas ainda assim há outras soluções.
CR P. O prólogo muda de cidade mas é a mesma distancia.
MM 1. A primeira etapa é para um sprint restrito, o final não é nada facil, é para o Sergio Ribeiro.
SP 2. Apesar da 4ª categoria perto do fim, dá para um sprint compacto, uma etapa sem dificuldades.
SP 3.Aquele final picado parece-me outra para o Sergio Ribeiro, este etapa não tem practicamente dificuldades.
MO 4. À quarta etapa aparece a Senhora da Graça, é uma etapa que em termos de precurso é exatamente a mesma do ano passado, já vai fazer diferenças, mas poucas.
MM 5. Uma primeira parte dificil, mas um final acessivel, para uma chegada ao sprint, o final parece ter ali uma inclinação, Sergio Ribeiro mais uma vez.
SP 6.Etapa sem grandes dificuldades, mais uma para o sprint.
MM 7.Parece que vai chegar numa parede, é uma incognita, mas aquele final pode fazer diferenças se se confirmar uma grande inclinação.
MO 8.A etapa mitica da Torre, o percurso é o mesmo do ano passado, começa é 20km depois, vai ser a etapa para fazer as grandes diferenças.
CR 9. Este ano o crono volta a aparecer depois da etapa da Torre, este ano bem mais plano, os contra relogistas puros partem com mais vantagem.
SP 10. Exatamente a mesma etapa do ano passado, o dia da celebraçao em Lisboa.
Comparação:
Volta a Portugal 2010 - 1611.9 km / Contagens de Montanha - 19 (HC[1], 1ª[3], 2ª[5], 3ª[10], 4ª[0])
Volta a Portugal 2011 - 1624.6 km / Contagens de Montanha - 24 (HC[1], 1ª[2], 2ª[2], 3ª[12], 4ª[7])
Volta a Portugal 2012 - 1604 km / Contagens de Montanha - 22 (HC[1], 1ª[2], 2ª[4], 3ª[9], 4ª[6])