O bicho, como é conhecido entre os futebolistas da sua geração, nasceu no Porto a 14 de Outubro de 1971.
Depois de uma infância marcada pela pobreza, a entrada do jogador para as camadas jovens do FC Porto modificou-lhe a vida. Passou a amar o clube como poucos, tendo chegado à equipa principal em 1992, depois de brilhantes passagens pelo Penafiel e pelo Marítimo, onde jogou por empréstimo.
Durante 10 anos vestiu a camisola “azul e branca” por 184 vezes, tendo marcado 13 golos, o que para um defesa-central é digno de registo.
A carreira de Jorge Costa corria “às mil maravilhas”, até ao início do mês de Setembro de 2001, altura em que aconteceu o famoso “caso da braçadeira de capitão”.
Num jogo contra o V. Setúbal, em pleno Estádio das Antas, Jorge Costa (que ostentava a braçadeira de capitão) é substituído aos 40 minutos da primeira parte. A substituição (e o momento em que é feita) deixa todos espantados e Jorge Costa irritadíssimo.
O jogador ainda tentou disfarçar a raiva, fingindo que não estava a ver a placa, mas perante a insistência do árbitro e do treinador da altura, Octávio Machado, o bicho abandona o relvado completamente irado, atirando a braçadeira para o chão, em vez de a entregar ao árbitro ou ao sub-capitão, como mandam as regras.
A atitude do eterno “capitão” foi vista como um desrespeito a Octávio Machado, que depois do episódio anunciou que não contaria mais com o defesa-central.
Pinto da Costa ainda tentou meter “água na fervura”, mas as posições de ambos estavam extremadas, e qualquer tentativa de “paz” daria, certamente, mais “guerra”.
Não querendo perder um activo que poderia valer milhões no futuro, o FC Porto decidiu avançar para o empréstimo, tendo encontrado o Charlton Athletic, que na altura foi o único clube a aceitar as dezenas de regras que Pinto da Costa impôs, como por exemplo, ser quase sempre titular, não jogar nas reservas (algo que é habitual em Inglaterra) e, principalmente, libertar o jogador no final da época, sem receber qualquer contrapartida.
Em Inglaterra, Jorge Costa fez apenas 24 jogos e regressou ao FC Porto no início da época seguinte, pois Octávio Machado tinha sido despedido após vários resultados negativos.
Como quase sempre acontece no clube “azul e branco”, depois de uma má temporada, vem sempre uma época espectacular. Se as coisas não correram bem em 2002, o mesmo não se pode dizer de 2003 e 2004, anos em que o FC Porto venceu a Taça UEFA (pela 1ª vez na sua história), a Taça dos Campeões e a Taça Intercontinental, com José Mourinho no comando técnico.
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