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Mas ele é esquerdino... Tem de ser dois pés direitos. ahahPadrão Escreveu:Depois toca-lhe na testa a tentar que o Eusébio encarne nele para ver se deixa de ter dois pés esquerdos.


As pessoas também foram um bocado burras...

Mesmo se fossem espertos já tinham fugidoJals Escreveu:Ya, ninguém lhes mandou estar ali a olhar.

O tempo dele já passou há muito, foi um politico muitop importante para o país mas na altura dele e que merece respeito por isso, mas agora? Não passa de uma pessoa num estado sénil já bastante avançado que inexplicavelmente ainda vai tendo tempo de antenaJals Escreveu:Quanto ao assunto Eusébio novamente. Não percebo como ainda deixam pessoas como o Mário Soares vir falar à televisão. Esse sim é que calado fazia um favor a todos nós.


https://www.facebook.com/5meianoite/pos ... 80836014:0Luís Filipe Borges Escreveu: Ontem deitei fora o monólogo inicial e uma rubrica. Não me parecia bem. Ao fim da tarde escrevi esta crónica e à noite comecei o '5p/M-N' assim:
Quando eu era pequenino detestava futebol. Via o meu pai em frente ao televisor a preto e branco na casa açoriana, muito atento àqueles indivíduos de calções e não percebia nem fazia o mínimo esforço pra perceber.
Depois, no fim da 1ª classe, veio uma conversa assustadora… Quando um coleguinha desatou a perguntar a todos: qual é o teu clube? Pânico. Choque. E agora? Nem sabia os nomes deles quanto mais os jogadores ou a cor dos equipamentos. Cheio de medo, porque mesmo com apenas 6,7 anos, o que já mais queremos na vida é sentirmo-nos parte do grupo, não ser ostracizados, deixei-me ficar para o fim. E só ouvia: “Benfica, Porto, Sporting, Benfica Porto Sporting, Benfica Porto Sporting”; um mantra bizarro, poderia ter pensado, se já tivesse conhecimento suficiente para saber o que é um ‘mantra’… ou até o que significava ‘bizarro’.
Um jogo de palavras, contudo, ecoou no meu cérebro infantil: Benfica. Bem Fica. Fica Bem. Sim, respondi quando já só faltava eu, escondido no meu canto: “Sou do Benfica”. Parecendo firme mas de facto aterrorizado, claro, com a presunção de que essa pergunta traria outras, de resposta absolutamente enigmática para mim, como: e quem é o teu jogador favorito? Gostaste do último jogo? Quem é que vai marcar no próximo?... Felizmente não vieram mais perguntas e, aliviado, corri para casa e – lembro-me como se fosse hoje – disparei: ‘Pai… o que é o Benfica?’. Ele então, com a idade que hoje tenho, arregalou os olhos - deve ter-se irradiado de alegria por perceber que ainda havia esperança do seu filhote, afinal, se fazer um homem - e respondeu: ‘O Benfica?... É o Eusébio’!
E ouvi o relato de campeonatos e taças e conquistas e golos assombrosos, impossíveis. E pesquisei. E li sobre o menino moçambicano que veio da pobreza para o topo do mundo quando não havia YouTube nem empresários nem contratos publicitários, nem sequer televisão para toda a gente e a toda a hora. E, sem nunca o ter visto jogar, anos mais tarde devo ter assistido repetidamente a metade dos quase 800 golos que marcou – obrigado, internet. E perante o Brasil, a Inglaterra, a Coreia, a Rússia, frente aos maiores rivais internos e os monstros internacionais. A alegria, o mito, a lenda. Nasceu aí a minha paixão irracional pela bola, pelo encarnado, pela bandeira.
Bom, muito tempo passou e uma noite, saí tarde e cheio de larica do jornal diário onde trabalhava, na zona de 7 Rios. Entrei num restaurante que servia até à uma da manhã e que ainda estava cheio. Só havia um lugar ao balcão, ao lado dele. Bebia tranquilamente um whisky enquanto assistia a um jogo qualquer do campeonato brasileiro transmitido em diferido nos plasmas sobre o bar. Juventude de Caxias/Curitiba do Iparaguaçu ou seja lá o que fosse. Hesitei, dei meia volta, corei como uma adolescente que dá de caras com o Brad Pitt, e lá sentei o meu apertadíssimo rabiosque ao lado de Eusébio. Comi um prego que me deve ter sabido a carne de rato porque era assim que me sentia: um ser insignificante ao lado dum semideus. A certa altura, um rapazinho lá no jogo brasileiro acabou com o marasmo da partida e desatou a correr e a driblar. Fintou meia equipa adversária até ser ceifado por um defesa que mais parecia um bulldozer a aniquilar a Amazónia. Arrancou o puto pela raiz. Uma coisa cruel, assassina. Na repetição ficou ainda mais evidente a violência daquela entrada. E a única coisa que ouvi da boca dele foi: “Ah, não é falta!”. Ri-me por dentro à gargalhada, corei por fora como a chama imensa, e só pensei que o jogador das 7 operações ao joelho, das mil infiltrações, não podia ser um simples homem, era mesmo um super-herói. Os padrões humanos não eram critério para ele.
Não fui capaz de abrir a boca e arrependo-me até hoje de não lhe ter falado. Neste início de ano, vejo isso agora como uma lição: se é para nos arrependermos, então que seja daquilo que fizemos e não do que deixámos por fazer.
Por essas e por outras, o dia de hoje custa tanto, e custa porque a paixão é irracional mas o quotidiano é guiado pela razão. E o raciocínio que todos fazemos resume-se nesta pergunta: como lidar com a morte de alguém maior do que a vida? Não sei, claro que não sei. Mas tenho uma ideia, pelo menos, em relação a um futuro possível. Se um dia um filho meu chegar a casa e disparar uma pergunta tão parecida com aquela que fiz há 30 anos:
‘Pai… o que é o Eusébio?’.
Sei que a minha resposta será: ‘O Eusébio?... É o Benfica! E o Sporting. O Porto. Todos os clubes, todas as cores. É Portugal. É o futebol. É o desporto-rei. É o Rei’. Assim mesmo, ‘é’ e não ‘era’, ‘é’ e não ‘foi’. Presente e não pretérito perfeito embora perfeito seja na sua lenda, para sempre.
Obrigado, Pantera Negra, Obrigado King, Obrigado Eusébio.

Os cachecois foram retirados mesmo por isso, para não serem vandalizados, tinham havido tentativa de roubo durante a madrugada e o Benfica mandou retirar e vão voltar a ser colocados quando a estátua for vedadainvictuzz Escreveu:Quanto aos últimos acontecimentos, enorme tempestade que assolou a foz do douro e outras partes do país, infelizmente há pessoas sem senso nenhum para arriscar ficar ali perto do mar e levar com uma onda, ainda bem que só foram os carros, podia ter sido pior. Fantásticas as imagens das ondas, gostei bastante da que embate no farol.
Relativamente à morte de Eusébio, é lamentável, não o vi a jogar, infelizmente, não posso opinar muito pela sua grandeza por não ser do tempo dele mas sei pelos factos o quanto ele fez pelo futebol português. Bonito ver a atitudes dos adeptos dos outros clubes, porém soube recentemente que tiraram os cachecóis que não eram do Benfica da estátua e alguns arderam mesmo, penso que rodou no facebook, acho eu. Que tristeza, penso que ou foram os seguranças ou foram membros dos NoName, agora não vou estar aqui a inventar nomes. Quanto ao seu funeral, foi um dia de enorme homenagem a ele, fui também contra a bandeira do Benfica em cima do caixão, devia ter sido uma bandeira portuguesa. O símbolo no caixão já bastava para marcar a ligação com o clube.
Ele fica feliz por ainda ter presenciado a Eusébio Cup, que muito dificilmente irá acabar agora e será eterna no clube tal como na próxima haja uma nova homenagem a ele, provavelmente.

