Mas que Giro fabuloso do João Almeida.
Não só pela rosa, com contra-relógios ao nível dos melhores e a defender-se bem na montanha, mas principalmente pela raça que demonstra na bicicleta. Ele demonstrou uma atitude de campeão que se vê em poucos ciclistas.
O João não fica na expectativa e vai atrás dos outros, ele procura as suas oportunidades naquilo que é forte (Velocidade, Contra-relógio) e defende-se bem naquilo que não é tão forte (montanha). Ele perdeu um minuto na montanha, reduzindo a meros segundos a liderança, e na etapa seguinte já estava a disputar um sprint.
Não deixa um único segundo por disputar e procura sempre a frente da corrida.
Mais do que admirar os resultados, eu admiro a mentalidade competitiva deste jovem ciclista português.
Em 2015 estava a ver e a torcer por um jovem ciclista, que era muito bom no contra-relógio e mediano na montanha. Era alguém que não desistia e admirava isso. Liderou a Vuelta várias etapas e perdeu a camisola vermelha na penúltima etapa de alta montanha. Não era favorito e não tinha equipa para a montanha para o ajudar.
Ano e meio depois, trabalhando e com a equipa a apostar nele levando uma equipa para o ajudar na montanha, venceu o Giro.
Espero ver esta história do Tom Dumoulin repetida novamente.