Coloquei números aleatórios aos jogadores/posições só para me fazer entender com maior clareza.
Começo pela táctica. Um 4-3-3 assumido, jogado como tal. Tal como creio ser o FIFA 10 um jogo ideal para se jogar em 4-4-2 clássico, o 4-3-3 dá resultados no PES, fruto da facilidade de lateralização rápida do jogo e, desde que com os jogadores certos, há golos, com certeza. Apesar de não ser uma equipa de topo, o Twente tem jogadores como Perez, Ruiz, N'Kufo, que fazem a diferença, claramente. São todos eles titulares da equipa, se bem que sempre que escolho os jogadores a usar, tenho em conta a condição física dos mesmos. Isto é, um N'Kufo com seta para baixo não vale mais que um Wellington com seta para cima, ainda para mais cansa-se com mais facilidade. Portanto, e sendo eu possuidor de um plantel bem preenchido com jogadores capazes de substituir bem os habituais titulares, raramente repito um onze, nem que sejam uma ou duas mudanças.
Apesar de tudo isso, não mudo o esquema táctico. Pensei a equipa para um 4-3-3 e não mudarei assim tão facilmente. Por exemplo ao invés de equipas como o FCPorto, que se desdobram num 4-4-2 com alguma facilidade, estando a perder, ganhar ou empatar mantenho sempre o mesmo sistema com exactamente as mesmas posições. Mudo, portanto, os jogadores dependendo daquilo que quero do jogo - ponho Nahrwong no lado direito do duplo-pivot para conter, se precisar de atacar, ponho Nashat Akram.
O Duplo-Pivot - que engana...
Actualmente popularizado no futebol espanhol, o duplo-pivot é quando temos dois pivot a actuarem lado a lado no meio campo. Geralmente, equipas pouco preparadas para assumir este esquema acabam por causar problemas não só a nível de jogo como também individualmente, pois por dois trincos a actuar lado-a-lado requer um entrosamento bastante evidente, coisa que por vezes é complicado. No caso do meu FCTwente, se repararem na ilustração acima, pareço usar o duplo-pivot. Contudo, descobri no meu plantel que não tinha jogadores que fizessem aquelas posições, o mais parecido seria uma dupla Stam-Nahrwong, que não confiaria, pois Stam não é pivot. Então, optei por arriscar e fiz actuar, num encontro da Eredivise, um duplo-pivot com dois jogadores mais ofensivos: Nashat Akram e Janssen, com Valeri no eixo. Ora, a experiência valeu a pena, com Nashat Akram a compensar a sua falta de rotina em posições mais defensivas com muito trabalho lá atrás. Janssen portou-se como um médio-centro, defendendo quando necessário mas frequentemente incluído nas jogadas atacantes.
Mantive até hoje este duplo-pivot falso, que engana todos os adversários por aparentar um esquema defensivo mas apresentando grande mobilidade nestes dois jogadores - atacando e defendendo, numa rotina vertical ofensiva e defensiva durante todo o jogo.
Actualmente, apenas mudei Janssen e acrescentei Nahrwong, mais pelo LULZ, pela experiência de ver este jogador actuar. Contudo, impressionou-me com a sua capacidade de jogar e fazer jogar, passe fácil e preciso, garante a estabilidade defensiva.
A equipa sabe trocar a bola bem. Troca a bola a toda a largura do campo, ocupando perfeitamente os espaços dados pelo mesmo. Varia consecutivamente as acções de jogo de um lado para o outro, sempre tentando desorganizar a equipa adversária. Depois, recorre muitas vezes aos cruzamentos para N'Kufo. Os laterais, pois bem, sobem com critério mas com menos intensidade que um Álvaro Pereira, por exemplo. Mais perto dele é Stam, que sobe bastante, obrigando Nahrwong a fechar aquele lado e a desequilibrar o esquema ofensivo.
Os jogadores 2 e 5 são os laterais, pois claro. Como afirmei, não sobem muito, sobem com critério. Os centrais são os 3 e 4 e mantém-se firmes, marcando sempre à zona (como toda a equipa) e nunca arriscam muito. Deixam que haja a primeira intervenção do duplo-pivot e, se necessário, de Valeri, dos laterais e só depois saem ao corte. Sobem os dois nos cantos e ficam na área até a jogada terminar.
Já expliquei o 6 e o 7...
O 8 é, geralmente, Valeri. É um jogador preponderante nas acções ofensivas. Nos contra-ataques é sempre ele quem conduz a bola para o ataque. Quando existe uma grande diferença entre as linhas dos médios e defesas da equipa adversária este jogador não perdoa. Quando lhe é colocado um pivot a "aguentá-lo", apenas faz girar o jogo, com rapidez e eficiência, se possível, sem entrar em dribles. Tem uma função bem menos vertical que a do duplo-pivot, por vezes assumindo total liberdade nas acções defensivas e ofensivas. Defensivamente não necessita de recuar muito, mantém-se sempre à frente do bloco central dos médios. Aliás, todo este bloco de médios actua mesmo como um bloco, agindo em perfeita sintonia nas transacções defesa-ataque/ataque-defesa, movendo-se na vertical com alguma facilidade.
Atenção agora ao 10 e o 11, que não se comportam de forma igual. O 11, geralmente Kenneth Perez, assume um papel mais "exterior" que o jogador 10 (habitualmente o costa-riquenho Bryan Ruiz). Age mais "à extremo", procurando encostar-se mais à linha e driblar para conseguir o cruzamento. Já o jogador 10 age mais como SS (Segundo Avançado), portanto, aparece sempre ao segundo poste nos cruzamentos de Perez/Parker/quem quer que seja que actue como jogador 11 e tem maior tendência para puxar para o meio, abrindo espaço à entrada do lateral-direito, que assume aí um papel mais ofensivo que o lateral esquerdo.
Já o último jogador da equipa, o 9, comporta-se como um típico ponta-de-lança. Joga muitas vezes de costas para a baliza quando se encontra muito recuado, mas jogadores como N'Kufo fazer girar a bola de frente para a baliza adversária, com toque de bola simples e preciso, fazendo girar a bola. Apesar de ser claramente o jogador a quem eu peço golos, nunca se pode esconder do jogo, tem de estar presente para fazer a bola percorrer a equipa com facilidade, especialmente se Valeri estiver marcado.