Re: Ah, e tal...

04 Mai 2019, 17:45 [#7682]
Mas ele disse "gato-pintado", não "pingado". "Meia dúzia de gatos-pingados" é uma cambada de badamecos. Portanto, se calhar ele quis dizer que o CCV fazia do Kiko um badameco? Vamos todos assumir que sim. :geek:

Rai's parta os tugas e as suas 1001 expressões. Vamos encerrar este episódio de "Bom Português" da DTL.
Última edição por Padrão em 04 Mai 2019, 17:48, editado 2 vezes no total.

E FOI PARANHOS QUE OS F0DEU!

Re: Ah, e tal...

04 Mai 2019, 17:46 [#7683]
Sim, eu sei. Mas ele depois retificou com isto "Já ouvi das duas formas. E já agora, eu enganei-me e é "gato-pingado". Querem dizer as duas a mesma coisa. Se é comum aqui? Não faço a mínima ideia."
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Re: Ah, e tal...

07 Mai 2019, 23:03 [#7685]
Não encontrei o tópico de política, por isso falo aqui: alguém já sabe em quem vai votar nas europeias (ou em quem votaria, se não estiver a pensar ir) e, por inerência, em quem votará daqui a 4 ou 5 meses?

Re: Ah, e tal...

08 Mai 2019, 10:52 [#7687]
eduardextreme Escreveu:
08 Mai 2019, 10:29
Aviso já que o Marinho e Pinto é o maior mentiroso deles. Votou sempre a favor da censura da internet.

A Europa não devia ter nenhuma inclinação política, pelo que evitaria extremistas, mas infelizmente eles vão crescer.
Nisso estou de acordo. Muita gente vê no André Ventura o rosto do populismo português, mas ignora que o grande pioneiro desta coisa foi o Marinho e Pinto. O gajo é um populista do pior. Nunca esquecerei da hipocrisia que foi ele vir dizer que não gostava das regalias europeias e o diabo a 4, e agora que o tacho está a acabar, candidata-se de novo. Diz o que todos querem ouvir, mas depois chega a hora da verdade, e é isto. Já para não dizer que ganhou muitos seguidores fruto dos comentários que fazia no programa do Goucha (que, não sendo em ambiente eleitoral, também eram muitas vezes o que as pessoas queriam ouvir).

Anyway, introduzi este tema por causa do debate de ontem. Vi-o porque queria ver em acção o candidato em quem votarei, que é o candidato do partido Iniciativa Liberal.

Re: Ah, e tal...

08 Mai 2019, 17:14 [#7689]
CFC Escreveu:
08 Mai 2019, 10:52
Anyway, introduzi este tema por causa do debate de ontem. Vi-o porque queria ver em acção o candidato em quem votarei, que é o candidato do partido Iniciativa Liberal.
A Iniciativa Liberal deve ser a pior coisa que existe. Querem que a merda que é o sistema americano seja aplicado por cá. Um país tão anti-socialismo que parece de 3º mundo:
- Não têm acesso universal aos sistemas de saúde e os seguros têm preços absurdos, levando a que muita gente não tenha dinheiro para ir ao hospital. Cirurgias levam famílias à pobreza. Coisas simples como um copo de água para tomar um medicamento custa vários dólares ou um cobertor custa centenas de dólares.
- Não têm nenhum sistema de comparticipação nos medicamentos e não há controlo de preços, levando os medicamentos a ter preços absurdos, que por sua vez leva muita gente a ter que escolher entre comer ou comprar medicamentos.
- Não têm controlo sobre as propinas nas Universidades e oferecem empréstimos para eles (sobre os quais não é possível declarar bancarrota), levando a que as propinas sejam de dezenas de milhares de dólares. Muitos estudantes têm a vida arruinada por não conseguirem um bom emprego capaz de ajudar a pagar os empréstimos, ou só o conseguem pagar, precisando de ajuda para poder morar fora de casa dos pais.
- Único país desenvolvido sem licença de maternidade. As mães têm um filho e se a empresa for uma merda (como infelizmente é na maior parte dos casos) devem ir trabalhar quase imediatamente depois.

Depois têm coisas absurdas como não ter controlo de armas, levando aos constantes massacres em escolas. Putos amuados com a vida resolvem matar os colegas.

Pah, se é este liberalismo que querem, não obrigado.

R.Patricio Escreveu: O voto em branco é a melhor forma de protesto. É o que vou fazer. Não gosto de ninguém, não voto em ninguém.
Acho que tu e muita gente não sabe: O voto em branco vale exactamente o mesmo que um voto nulo.

É um voto sem qualquer tipo de valor. É um voto que não conta para a percentagem de votos total, pelo que não influencia a eleição.
Há quem ache que se houver mais de x votos em branco, que têm de mudar alguma coisa, mas isso é mito, não há nada disso.

Se é para votar em branco, mas vale ficares em casa ou aproveitares o dia para ires à praia.
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Re: Ah, e tal...

08 Mai 2019, 19:34 [#7690]
eduardextreme Escreveu:
08 Mai 2019, 17:14
CFC Escreveu:
08 Mai 2019, 10:52
Anyway, introduzi este tema por causa do debate de ontem. Vi-o porque queria ver em acção o candidato em quem votarei, que é o candidato do partido Iniciativa Liberal.
A Iniciativa Liberal deve ser a pior coisa que existe. Querem que a merda que é o sistema americano seja aplicado por cá. Um país tão anti-socialismo que parece de 3º mundo:
- Não têm acesso universal aos sistemas de saúde e os seguros têm preços absurdos, levando a que muita gente não tenha dinheiro para ir ao hospital. Cirurgias levam famílias à pobreza. Coisas simples como um copo de água para tomar um medicamento custa vários dólares ou um cobertor custa centenas de dólares.
- Não têm nenhum sistema de comparticipação nos medicamentos e não há controlo de preços, levando os medicamentos a ter preços absurdos, que por sua vez leva muita gente a ter que escolher entre comer ou comprar medicamentos.
- Não têm controlo sobre as propinas nas Universidades e oferecem empréstimos para eles (sobre os quais não é possível declarar bancarrota), levando a que as propinas sejam de dezenas de milhares de dólares. Muitos estudantes têm a vida arruinada por não conseguirem um bom emprego capaz de ajudar a pagar os empréstimos, ou só o conseguem pagar, precisando de ajuda para poder morar fora de casa dos pais.
- Único país desenvolvido sem licença de maternidade. As mães têm um filho e se a empresa for uma merda (como infelizmente é na maior parte dos casos) devem ir trabalhar quase imediatamente depois.

Depois têm coisas absurdas como não ter controlo de armas, levando aos constantes massacres em escolas. Putos amuados com a vida resolvem matar os colegas.

Pah, se é este liberalismo que querem, não obrigado.
Wtf? Fala-se em liberalismo e dás o exemplo dos EUA ignorando todos os bons exemplos que existem?

Reduzir o sector público não é acabar com ele. A regulação terá sempre que existir. O problema dos EUA não é o liberalismo, é a falta de regulação do mesmo. Sabes porque é que todos esses problemas acontecem na saúde? Por causa das farmacêuticas e outras empresas privadas, que contribuem em milhões de dólares para as campanhas e depois controlam os presidentes. Controlar isso é simples de fazer, basta legislação reguladora, houvesse interesse, algo que não existe, porque, lá está, não há interesse em ir contra quem paga as reeleições. Na educação não estou tão dentro do assunto, mas a lógica provavelmente é a mesma.
Btw, é curioso que o ponto que falas da maternidade faz parte também do programa da IL... mas ao contrário.

O problema dos EUA não é o sistema, é a mentalidade. Um gajo vê memes a dizer que o QI dos americanos é baixo e o carago, epa, mas tem que ser mesmo, pois a quantidade de coisas que estão mal e que eram simples de resolver é enorme.

No reverso da moeda, tens bons exemplos de liberalismo. Tens os países escandinavos (embora creio que a Suécia agora é socialista, mas durante muitos anos foi liberal), todos eles muito mais desenvolvidos socialmente que nós, tens o exemplo da Estónia que tem crescido imenso nos últimos anos... Mas o melhor exemplo é o da Irlanda, que foi ao charco quase ao mesmo tempo que nós. Agora, é o país que mais cresce na UE (em 2018 cresceu 6.7%, de acordo com a Wikipedia - https://en.wikipedia.org/wiki/Economy_o ... ber_states).

O liberalismo nunca pode ser absoluto, obviamente que tem de haver regras. Agora, o Estado Português é enorme e é uma das grandes causas para o péssimo país que temos. Ser tão grande leva a que haja muita corrupção e despesas públicas tão elevadas. Metade da função pública não devia existir. Faz sentido o estado ter uma companhia aérea? Faz sentido o estado ter 7 ou 8 canais de televisão e 3 rádios? Faz sentido o estado ter um banco (e mesmo assim enfiar dinheiro nos bancos privados)? Não faz. Mesmo em alguns serviços essenciais, como electricidade, águas, etc, não faz sentido o estado gerir, pois pode zelar pelos interesses dos portugueses apenas regulando (impondo preços máximos, subsidiando serviços essenciais (nos locais remotos, por exemplo). Agora, os actos de gestão, esses ficariam para os privados. O interesse do privado é gerar lucro, e o lucro é gerado se houver clientes, e se houver concorrência, os privados vão-se comer por oferecer um melhor serviço. Quem ganha? O povo, pois claro. Não havendo concertação para lucrar imenso (daí a importância da regulação), o povo ganhará sempre com a concorrência.

Re: Ah, e tal...

08 Mai 2019, 23:41 [#7691]
Faz sentido o estado ter 7 ou 8 canais de televisão e 3 rádios?
Se faz sentido essa quantidade? Não. Se faz sentido existir alguns? Sim.
Faz sentido o estado apoiar tudo aquilo que é importante transmitir mesmo que não haja muita gente a ver e não dê dinheiro.
Faz sentido transmitir a assembleia da república. Faz sentido publicitar cultura. Faz sentido promover programas que promovam a educação, saúde, civismo, etc.
Se a melhor forma de o fazer for a de deter canais de televisão e de rádio, então força.

Faz sentido o estado ter um banco (e mesmo assim enfiar dinheiro nos bancos privados)?
Faz, se o estado beneficiar em ter um. A banca pode ser um sector demasiado crítico para o estado ficar amarrado com interesses privados. E a privatização da CGD pode ser pior que continuar a ser do estado.
Se calhar faria mais sentido ser um banco que tem apenas como clientes o estado e outras organizações estatais. Ou seja, teria de se partir a CGD em dois e privatizar a das pessoas.

Mesmo em alguns serviços essenciais, como electricidade, águas, etc, não faz sentido o estado gerir, pois pode zelar pelos interesses dos portugueses apenas regulando (impondo preços máximos, subsidiando serviços essenciais (nos locais remotos, por exemplo).
Eu acho que isso já existe, nem que seja parcialmente. Além de que a alta regulação que falas não é liberal.

O interesse do privado é gerar lucro, e o lucro é gerado se houver clientes, e se houver concorrência, os privados vão-se comer por oferecer um melhor serviço. Quem ganha? O povo, pois claro. Não havendo concertação para lucrar imenso (daí a importância da regulação), o povo ganhará sempre com a concorrência.
Hahahaha. Isso é uma ilusão ao nível de um comunista. xD
O interesse dos privados é fazer dinheiro e a melhor maneira de fazeres dinheiro é deteres um monopólio. A segunda melhor coisa é concertação de preços com a concorrência. E são coisas demasiado complicadas de provar para haver um combate eficaz.


Quanto ao Iniciativa Liberal. Eles mentem e ocultam informação para fazer passar a sua mensagem.
Por exemplo:

- Quando comparam o Privado ao Público, quem trabalha no privado recebe mais que no público. Esse aliás é um dos motivos das 35h, foi uma negociação feita pelo António Guterres em 1998 para não ter de aumentar os salários da função pública. Aumentou o salário por hora sem aumentar o salário pago.
Mas também há outros pontos que não falam, como a questão das greves. Greves no privado só em cenários graves como de salários em atraso ou de sindicatos com algum poder como foi agora o dos camionistas, caso contrário não se atrevem.

- Quando falam da Canábis, querem fazer-se mais defensores que o Bloco de Esquerda, acusando-os de querer controlar quando nunca li nada sobre isso, mas pronto. Falam em IVA à taxa normal, mas é para ser mais barato que o tabaco? E esquecem-se do investimento que teria de ser feito na informação e apoio contra o vício.

- Comparam salários e impostos com outros países, que produzem incomparavelmente mais que o nosso. Se o salário dos portugueses duplicasse amanhã, não se podia cortar a metade o IRS. O estado teria de continuar a pagar os salários dos funcionários públicos, que seria pouco menos do dobro (porque recebia mais via IRS). Os preços de tudo disparava devido aos custos da mão de obra, fazendo com que o estado pagasse mais por bens e serviços.
E até aqui nem parece tudo mal, se calhar dava para cortar uma boa parte nos impostos.
Só que, Portugal não conseguia exportar.
Com a mão de obra tão cara, a Inditex ia mandar fazer a roupa a Marrocos, a AutoEuropa fecharia, etc.
E compensava muito mais importar, pelo que a produção interna morreria. Não vale a pena produzir leite, carne, etc. porque se actualmente já é mais barato vindo de Espanha ou França, imagine-se nesta situação.

Precisa-se é de produzir algo com valor e não ser um país que sobrevive do turismo como qualquer país de terceiro mundo.
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Re: Ah, e tal...

09 Mai 2019, 19:59 [#7692]
eduardextreme Escreveu:
08 Mai 2019, 23:41
Faz sentido o estado ter 7 ou 8 canais de televisão e 3 rádios?
Se faz sentido essa quantidade? Não. Se faz sentido existir alguns? Sim.
Faz sentido o estado apoiar tudo aquilo que é importante transmitir mesmo que não haja muita gente a ver e não dê dinheiro.
Faz sentido transmitir a assembleia da república. Faz sentido publicitar cultura. Faz sentido promover programas que promovam a educação, saúde, civismo, etc.
Se a melhor forma de o fazer for a de deter canais de televisão e de rádio, então força.
As televisões e rádios públicas, neste momento, existem somente para lutar por audiências e portanto servem para fazer televisão/rádio mainstream, e mesmo assim dão prejuízos. Eu aceito que haja um canal público ou uma rádio pública com essas finalidades, porque reconheço importância. O que vemos hoje, e ainda por cima com prejuízos? É má gestão dos dinheiros públicos.
eduardextreme Escreveu:
08 Mai 2019, 23:41
Faz sentido o estado ter um banco (e mesmo assim enfiar dinheiro nos bancos privados)?
Faz, se o estado beneficiar em ter um. A banca pode ser um sector demasiado crítico para o estado ficar amarrado com interesses privados. E a privatização da CGD pode ser pior que continuar a ser do estado.
Se calhar faria mais sentido ser um banco que tem apenas como clientes o estado e outras organizações estatais. Ou seja, teria de se partir a CGD em dois e privatizar a das pessoas.
Não sei se percebo o que queres dizer com a banca "ser um sector demasiado crítico para o estado ficar amarrado com interesses privados". Em última instância, a função reguladora é sempre do estado através do Banco de Portugal. De qualquer maneira, aceitando a tua premissa do segundo parágrafo, é a mesma lógica que aplico à RTP: é preciso reduzir o peso do estado ao mínimo. A CGD ser um prestador de serviços é uma função desnecessária do estado. E dando prejuízos ainda mais.

E outra coisa que não faz sentido é injectar dinheiro em bancos privados. Se um banco está prestes a ir à falência, o Estado deve, no máximo, assegurar que o povo que lá tem dinheiro depositado não fica sem ele (ou parte dele). A partir daí, se o banco tiver que ir à falência, que vá. Injecções contínuas como tem feito no BES é que não. Ah, eu sei que é utópico, mas num país ideal, o estado, se precisasse de salvar o sistema bancário de um banco que ia à falência, caía em cima do património dos responsáveis. A família Espírito Santo tem património espalhado pelo mundo que era capaz de cobrir facilmente o buraco que eles fizeram. Houvesse justiça, e o BES teria falido e esse património pagaria as dívidas.
eduardextreme Escreveu:
08 Mai 2019, 23:41
Mesmo em alguns serviços essenciais, como electricidade, águas, etc, não faz sentido o estado gerir, pois pode zelar pelos interesses dos portugueses apenas regulando (impondo preços máximos, subsidiando serviços essenciais (nos locais remotos, por exemplo).
Eu acho que isso já existe, nem que seja parcialmente. Além de que a alta regulação que falas não é liberal.
Voltamos ao mesmo. Ser 100% liberal é o que fazem os americanos e mal. Não se pretende total liberalização do país, pretende-se reduzir o papel do estado ao mínimo. Sobre se isto já é feito, não sei. O que escrevi foi mais numa óptica de dar um exemplo.
eduardextreme Escreveu:
08 Mai 2019, 23:41
O interesse do privado é gerar lucro, e o lucro é gerado se houver clientes, e se houver concorrência, os privados vão-se comer por oferecer um melhor serviço. Quem ganha? O povo, pois claro. Não havendo concertação para lucrar imenso (daí a importância da regulação), o povo ganhará sempre com a concorrência.
Hahahaha. Isso é uma ilusão ao nível de um comunista. xD
O interesse dos privados é fazer dinheiro e a melhor maneira de fazeres dinheiro é deteres um monopólio. A segunda melhor coisa é concertação de preços com a concorrência. E são coisas demasiado complicadas de provar para haver um combate eficaz.
Se tiveres um monopólio e ele funcionar bem, óptimo. Se não funcionar, é sempre possível inserir-se outra empresa no mercado. Não existe uma única empresa no mundo que detenha um monopólio total de um mercado. Mesmo nos mercados mais fechados, há sempre várias grandes empresas a competir.
eduardextreme Escreveu:
08 Mai 2019, 23:41
- Quando comparam o Privado ao Público, quem trabalha no privado recebe mais que no público. Esse aliás é um dos motivos das 35h, foi uma negociação feita pelo António Guterres em 1998 para não ter de aumentar os salários da função pública. Aumentou o salário por hora sem aumentar o salário pago.
Mas também há outros pontos que não falam, como a questão das greves. Greves no privado só em cenários graves como de salários em atraso ou de sindicatos com algum poder como foi agora o dos camionistas, caso contrário não se atrevem.
Vou confiar que tudo o que estás a dizer é correcto, porque não tenho dados para contestar.

O trabalhador privado até pode ganhar mais que o público, mas é o que dizes, perde nas regalias. E a grande regalia não é o trabalhar menos horas ou o ter alguns direitos que são só do sector público, a grande regalia é mesmo não poder ser despedido (salvo raríssimas excepções). Aliás, os funcionários públicos, não só não podem ser despedidos, como têm progressões automáticas na carreira. Isto faz sentido? Claro que não. Os incompetentes, quando progridem, passam a ser apenas incompetentes mais caros. Os competentes, ao ver isto, desmotivam naturalmente e tornam-se também incompetentes. Os direitos que os trabalhadores públicos têm fazem do sector público um rol de incompetência. Por isso, vais a repartições públicas e é o que é, vês um sistema judicial absurdamente lento, et cetera.

E vou abster-me de falar das greves, porque a minha visão sobre greves e sindicatos é bastante polémica e não vi nada do partido que fale sobre este assunto.
eduardextreme Escreveu:
08 Mai 2019, 23:41
- Quando falam da Canábis, querem fazer-se mais defensores que o Bloco de Esquerda, acusando-os de querer controlar quando nunca li nada sobre isso, mas pronto. Falam em IVA à taxa normal, mas é para ser mais barato que o tabaco? E esquecem-se do investimento que teria de ser feito na informação e apoio contra o vício.
Não sei o que eles defendem sobre o canábis, para ser sincero. Porém, sou 100% a favor da sua legalização. Duvido mesmo muito que, entre o que o Estado ganharia em impostos e o investimento social que teria que ser feito, o Estado não ganhasse dinheiro. Além disso, no que toca a vício, o canábis é uma droga que é possível de colocar ao nível do álcool ou do tabaco, ambos legais. Posto isto, charrava-se quem queria (no fundo, já assim o é...), e o Estado ganharia dinheiro com isso.
eduardextreme Escreveu:
08 Mai 2019, 23:41
- Comparam salários e impostos com outros países, que produzem incomparavelmente mais que o nosso. Se o salário dos portugueses duplicasse amanhã, não se podia cortar a metade o IRS. O estado teria de continuar a pagar os salários dos funcionários públicos, que seria pouco menos do dobro (porque recebia mais via IRS). Os preços de tudo disparava devido aos custos da mão de obra, fazendo com que o estado pagasse mais por bens e serviços.
E até aqui nem parece tudo mal, se calhar dava para cortar uma boa parte nos impostos.
Só que, Portugal não conseguia exportar.
Com a mão de obra tão cara, a Inditex ia mandar fazer a roupa a Marrocos, a AutoEuropa fecharia, etc.
E compensava muito mais importar, pelo que a produção interna morreria. Não vale a pena produzir leite, carne, etc. porque se actualmente já é mais barato vindo de Espanha ou França, imagine-se nesta situação.

Precisa-se é de produzir algo com valor e não ser um país que sobrevive do turismo como qualquer país de terceiro mundo.
Bem dito, Eduardo. Aqui estou 100% de acordo. Mas sabes como é que também é possível aumentar salários? Atraindo investimento estrangeiro. Em vez de taxar absurdamente as grandes empresas (e as pequenas também), estimular que estas se implantem em Portugal, e que invistam, e que necessitem depois de fixar os seus melhores trabalhadores, e que lhes suba os salários para não os perder para uma qualquer empresa sediada no estrangeiro.

Queres produzir algo com muito valor? Investe na ciência e tecnologia. Mesmo sendo pouco cativante para os eleitores, mete o dobro ou o triplo do que metes agora na investigação. Ao mesmo tempo, mais uma vez, cativa empresas tecnológicas estrangeiras a vir cá parar, e não taxes à bruta as pequenitas empresas portuguesas dessas áreas, para que elas cresçam e um dia sejam grandes também. E ao mesmo tempo, arranja uma forma de ligares as duas, ao invés de teres as universidades fechadas para elas próprias.

E deste também um bom exemplo: a agricultura e a pecuária. Como é que é aceitável que seja mais barato importar que produzir? Não é. Isso acontece muito porque os produtores são taxados e não têm margem de manobra para investir em tecnologia para baixar os custos. Muitos produtores são, hoje, subsídio-dependentes. Isso faz sentido? Claro que não...
eduardextreme Escreveu:
08 Mai 2019, 23:41
Precisa-se é de produzir algo com valor e não ser um país que sobrevive do turismo como qualquer país de terceiro mundo.
Pegando apenas nesta frase, até aqui trabalhamos mal. O sector do turismo tem um peso enorme em Portugal, e mesmo assim não trabalhadores bem porque o país não se soube adaptar ao boom que existiu. Há dias ouvi uma entrevista de alguém poderoso no sector que dizia que há uma escassez enorme de profissionais. Porque é que não se promove a formação de mais profissionais? Se é preciso tanta gente nestas áreas, porque é que se investe em alguns cursos com pouca saída e não se investe em formação nesta área?


Resumidamente, a aversão que há em Portugal ao sector privado é uma das grandes causas para estarmos tão na cauda da Europa. Outra das grandes causas é o facto de, tecnologicamente, sermos uns homens das cavernas, quer porque as Universidades são um antro de nepotismo que se abre pouco, quer por causa da escassez de empresas tecnológicas poderosas com sede em Portugal. Juntas a isso o facto do Estado ser um óptimo patrão e de ser altamente susceptível a corrupção, e aí tens Portugal.

Re: Ah, e tal...

13 Mai 2019, 23:08 [#7694]
eduardextreme Escreveu:
13 Mai 2019, 22:10
André Ventura falta ao debate das eleições europeias na RTP para ir comentar futebol noutro canal.
Pior publicidade para a coligação de partidos dele não podia ser, com estas prioridades.
Ele está-se bem a cagar para isso. Este debate foi uma inutilidade. O da SIC foi informativo, este foi lixo televisivo. O melhor momento da noite foi o gajo dos reformados a sugerir que os deputados portugueses deviam pôr uma granada no parlamento europeu para ganhar relevância <3 Além do gajo reformado, o gajo do PNR também está bastante revoltado e ainda mais ficou quando o gajo do MAS (igualmente super-revoltado) o espicaçou. Está a ser um bom pedaço de política portuguesa <3

Re: Ah, e tal...

14 Mai 2019, 22:01 [#7696]
Jals Escreveu:
14 Mai 2019, 00:51
O gente que não sabe estar desta semana está épico.
Muito mesmo. É inacreditável o misto de sentimentos que me fez sentir, dada a raiva que sentia do Berardo misturada com a vontade de rir
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