Podem meter mais... Mas o ideal era serem 7 até para combinar com a 7ª arte
Aqui vão os meus:
Into The Wild é o meu filme preferido, admito. Também é um filme que passou um bocado ao lado do público geral, mas o Sean Penn merece que seja mais conhecido. Mas não só Sean Penn. Emile Hirsch, que teve uma interpretação esplêndida, deveria ser mais vezes chamado a grandes filmes porque está a passar ao lado de uma carreira promissora por falta de oportunidade. Trata-se de uma história verídica, em meados dos anos 90, que se centraliza em Christopher McCandless. Chris é um jovem de 22 anos e recém-licenciado que decide fugir por completo ao materialismo do quotidiano. Um filme que nos faz pensar na liberdade que realmente temos... na sociedade que está mais do que infectada... No fundo, a sociedade quase que nos obriga a viver uma vida e a fazer desconhecer outras que nem sabemos que existem. A sociedade limita os sonhos e os gostos da maioria. E já estou a divagar... grin
Seven Pounds foi um filme que me meteu um nó na garganta... Costumo dizer que chorei por dentro ao ver o filme porque eu raramente verto lágrimas :mrgreen: Não por ter vergonha, mas porque não sou rapaz de chorar. O filme é um Drama centralizado em Tim Thomas (Will Smith) que se encontra numa profunda depressão e guarda um segredo que lhe causa um peso enorme na consciência. Ele criou uma lista com 7 pessoas que têm algo em comum: todas elas chegaram a um ponto da vida em que precisam de ajuda, seja ela relacionada com a saúde, bem-estar ou até mesmo de finanças. Ele escolheu cada uma destas pessoas muito cuidadosamente para ter a certeza que ajudaria quem realmente merecesse. E quando ele achava que já não fosse possível que alguém lhe conseguisse mexer de forma sentimental surge Emily Posa na sua vida. Emily sofre de problemas cardíacos e transforma por completo o modo como Tim vê o mundo. Um filme que pode mudar um pouco a maneira como vêem o mundo. Grande papel de Will Smith.
Este é outro filme que me meteu um nó na garganta :mrgreen: É um filme de "porrada", ao estilo UFC, que lhe mete o rótulo de filmes como Rocky ou The Fighter. Só que este é bem diferente. Enquanto que nos outros torcemos sempre pela personagem principal e sabemos o que vai acabar por acontecer no fim, este deixa o suspense até ao fim. O fim não é tão previsível porque acompanha o caminho de dois irmãos (Tommy e Brendan Conlon) rumo à conquista dum torneio individual. Tommy Riordan Conlon é um ex-lutador, desertor de guerra, magoado com o pai e irmão e com muitas memórias tanto da família como da guerra por recalcar. Brendan Conlon é um ex-lutador ao qual nunca ninguém atribuiu crédito, professor de Física e que, para manter a sua família (mulher e filhos) com um tecto, vê-se obrigado a ter que voltar a lutar. Entre ambos têm em comum um passado não resolvido com o pai que fora alcoólico e uma mãe já falecida. É um filme longo que nos agarra à medida que decorre, que nos divide no apoio a cada um dos irmãos e que tem o seu clímax na última cena, ao som de “About Today” dos The National. Este vale mesmo a pena. Mesmo que não tenham irmãos, vai tocar-vos de alguma maneira.
Este não precisa de grandes introduções... Figura no primeiro lugar do top250 do IMDb o que lhe dá uma espécie de título de melhor filme do mundo. a história é sobre Andy Dufresne, um banqueiro culto, ponderado e educado, que é detido pelo homicídio da sua mulher e do amante dela, sendo condenado a 2 penas de prisão perpétua. Na prisão, ao contrário do que se poderia pensar (que Dufresne seria um alvo fácil para os maiores delinquentes), Dufresne revela uma extraordinária retórica, perseverança, conquistando e mantendo uma postura honrosa na hierarquia prisional, sendo respeitado pela grande maioria dos reclusos e pelos próprios guardas e chefe prisional. O filme aborda a grande amizade crescente entre Andy Dufresne e Ellis Boyd “Red” Redding, e é desta dupla que vive muito do sucesso deste filme. O filme foi nomeado para 7 categorias nos Óscares de 1995, mas não recebeu nenhum. Perdeu o Oscar de melhor filme para "Forrest Gump", que apesar de ser um grande filme, ainda fica um bocado longe deste.
Um dos filmes mais inteligentes que já vi. Aborda um dos subtemas da Psicologia - a memória. Pouca gente parou para pensar no valor que esta tem. É essencial. Como disse mais acima, não serve apenas para a manutenção do nosso passado, é graças à memória que estruturamos o presente e pensamos no futuro. O (grande) senhor que realizou este magnifico filme foi Christopher Nolan. Sem sombra de dúvida que é dos melhores na sua área. Apesar de ter realizado muito poucos filmes, todos eles são excelentes. A história narra a vida de Leonard que tem uma perturbação na memória causada por ter intervido aquando do assassinato da sua mulher. A sua vida perdeu todo o sentido e Leonard vive com um só objectivo – vingar a morte de quem mais amava. Tudo era um pouco mais fácil se não sofresse de uma incurável e rara perda de memória. Ele apenas consegue lembrar-se de alguns momentos do incidente. Nunca consegue armazenar os últimos 15 minutos. Assim, se não estiver constantemente a relembrar o que vai fazer, Leonard não sabe onde está, o que vai fazer e a razão. Para superar esta dificuldade, guarda vários bilhetes e tatua algumas frases no seu corpo para não ir perdendo pistas, construindo uma memória através da associação.
Apesar de todos os que escolhi serem um bocado diferentes, este é ainda mais diferente. Faz-nos voltar à cinematografia dos anos 80. Um filme que merecia ser um dos mais nomeados nos Óscares 2012. O filme conta com Ryan Gosling como protagonista em que encarna um duplo de cinema especializado em condução que também utiliza as suas habilidades participando em assaltos, conduzindo os assaltantes em fuga. Porém, ao conhecer Irene e o seu filho, um dos seus serviços ilegais não corre tão bem. A banda sonora do filme é de extrema qualidade e merecia sem dúvida estar entre as nomeadas para os Óscares 2012. O jogo entre imagem e som está extremamente bem explorado e contém algumas cenas marcantes que fizeram vibrar a plateia do Festival de Cannes 2011. Fui vê-lo ao cinema duas vezes em dois cinemas distintos. Para verem o mediatismo que teve nos media, vi-o naquelas salas minúsculas. Nem sabia que elas existiam grin Valeu bem a pena o dinheiro gasto.
Existem filmes muito bons que por causa da escassez de difusão não passam pelos olhos do público-alvo. Este é um deles. É também uma excelente oportunidade para ver um grande e raro papel de Jim Carrey num Drama/Romance e não numa comédia. A Kate Winslet também tem uma interpretação fantástica e esteve mesmo entre as nomeadas para melhor actriz nos Oscars de 2005. Só que o filme apenas venceu o Oscar de melhor argumento original (o que já é muito bom). O filme aborda o tema da memória, do passado e da relação entre os seres humanos. A maioria das pessoas, aquando do fim de uma relação, deseja a possibilidade de poder eliminar todas as memórias relativas ao relacionamento de modo a não sofrer. Apesar de parecer algo bom, não o é. O passado construiu-nos um presente e possibilita-nos pensar num futuro. E não me vou alongar mais

Vejam o filme se quiserem.