Grande Sagan, fez uma corrida monstruosa. Aquilo que o Sagan fez foi presentear quem gosta de ciclismo. Algo me diz que ele vai tentar adaptar-se para um dia lutar pela Lombardia e pela LBL, e quem sabe se não será já este ano, com uns campeonatos do mundo montanhosos.
A Quickstep desta vez trabalhou mal, pois queimou o Stybar e o Gilbert muito cedo e, para piorar, o Lampaert não pareceu tão bem.
No pelotão, ficaram lá os borraditos todos, desde Vanmarcke, GVA, Naesen, etc etc. Nas provas de pavê, na minha opinião, os únicos que corredores que não têm obrigação de arriscar são os Quickstep, porque têm uma equipa enorme, embora também falhe, como aconteceu no domingo. O único gajo com tomates, a par do Sagan, foi um gajo que, salvo erro, até se estava a estrear, o Van Aert, que acabou por levar o Stuyven atrás. É que é indesculpável a apatia destes homens, ainda para mais num ano em que tantos favoritos se viram envolvidos em azares (Kristoff, Moscon, Thomas, Démare e mais uns quantos secundários).
Resumidamente, enorme Sagan e enorme Dillier, que fez também uma corrida muito acima do que era suposto. Destaco também pela positiva o Terpstra, pena que só tenha acordado muito tarde, pois acho que devia ter atacado quando se percebeu que os seus colegas já não davam mais. Props também para o Van Aert, pelo que referi, e para o Phinney que esteve muito bem também. Todos os outros líderes de pavê merecem um destaque negativo, pois nem sequer tentaram. Falo do GVA, do Vanmarcke, do Naesen e do Stuyven. Por fim, destaque negativo também para a Quickstep, enquanto equipa, e para o Stybar, para o Gilbert e para o Lampaert em particular.
Venham umas Ardenas com tanta acção com o Paris-Roubaix, que eu agradeço!